Fêmeas Nelore, o 1º lugar ficou com André Masagão Ribeiro, da Fazenda Ave Maria, de Laguna Carapã (MS). Foto: Divulgação/Friboi de Naviraí (MS)

Os preços do boi gordo têm apresentado alta consistente nesta primeira quinzena de fevereiro. Em São Paulo, a arroba fechou a uma média de R$ 342,47 nesta quinta-feira (12), de acordo com o Indicador do Boi Datagro, alta de 4,7% em relação ao início do mês (R$ 326,87).

Mesmo cenário tem sido observado em outros estados, com destaque para Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais.

De acordo com a analista de mercado da Datagro Beatriz Bianchi, o movimento ocorre em paralelo ao encurtamento das escalas de abate, com a média no país abaixo de oito dias corridos.

“Esse movimento se alinha com a divulgação dos dados preliminares liberados pelo Mapa em relação aos abates. No total foram mais de dois milhões de abates em janeiro, avanço significativo em relação á média histórica, mas, ainda assim, com uma queda de 4,7% em relação a janeiro de 2025”, destaca.

Segundo ela, tal redução foi fortemente induzida pela retração do processamento de fêmeas bovinas, que apresentaram decréscimo de 13%, maior queda desde outubro de 2021. “Naquele período, havia uma escassez aguda de animais terminados, muito em função da alta retenção para a atividade de cria.”

Beatriz destaca que apesar dos atuais incentivos à atividade de cria, com o avanço do ágio nas categorias de reposição do boi magro e do bezerro, o movimento exige cautela e moderação nas expectativas, já que fatores como a taxa de juros elevada, os custos de nutrição mais acomodados e a recente reação dos contratos futuros não sustentam o custo de oportunidade de retenção de matrizes.

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